Cobras e Lagartos

Diárias da Câmara sob o crivo do presidente
Coube ao presidente da Câmara, vereador Gelson Saibo, a primeira tentativa de estancar a sangria de diárias (além de passagem e hospedagem) de vereadores que viajam a Brasília em busca de emendas parlamentares e outros procedimentos que se traduzam em recursos para o município de Xanxerê. As diárias de vereadores quando em Brasília valem a “bagatela” de R$ 1.066,00 – a mesma paga ao prefeito. Saibo informou à Coluna ontem que vai encaminhar projeto de lei dando à figura do presidente a prerrogativa de analisar as justificativas das viagens dos nobres colegas, antes de submeter a aprovação das viagens (e das diárias) à votação em plenário, como já ocorre hoje. O presidente – se aprovado o projeto – teria direito de veto à concessão das diárias, antes mesmo de submetê-la à votação dos demais vereadores, logicamente que amparado em justificativas que apontem a viagem como desnecessária ou potencialmente improdutiva quanto ao objetivo de conseguir recursos para o município

Radaelli assume vaga
O suplente de vereador Amélio Radaelli (PMDB) deve assumir a vaga do vereador Carlos Colatto, que se licencia para tratamento de saúde. Radaelli é o primeiro suplente do PMDB e sua posse deve acontecer no dia 4 de novembro, permanecendo como titular por 60 dias. Ligado às ações sociais da Igreja Católica, onde atua também como ministro da Eucaristia, Radaelli é o primeiro vereador xanxerense eleito (ou quase) com amplo apoio da comunidade católica do município. Sua posse também dá um contraponto na presença de evangélicos no Legislativo, representados no momento pelo vereador (e pastor) Ivo Borba.
Pastor Ivo pediu e foi atendido em sua solicitação para, na abertura de cada sessão, ler alguma passagem rápida da Bíblia – Antigo Testamento. Resta saber se Radaelli também reivindicará a leitura de alguns trechos do Evangelho. Oremos, pois.

Eleição da OAB: não era bem isso
Em matéria publicada na edição de ontem do Folha Regional sobre a visita de candidatos da Chapa 3 – Oposição de Respeito –, que participa da eleição da OAB/SC, equivocadamente este que vos fala escreveu que o advogado e candidato único à presidente da subsecção da OAB de Xanxerê, João Marcelo Lang, estaria apoiando a chapa, o que não confere. João Marcelo, como candidato único à presidência da subsecção regional, na verdade está conhecendo e analisando as propostas das três chapas que concorrem, sem nenhuma vinculação a qualquer delas, por enquanto. Inclusive, na noite de ontem, quem esteve em Xanxerê para apresentar suas propostas foi o candidato Tullo Cavalazzi, da Chapa 2, também de oposição, que disputa a presidência da OAB/SC.

Pensar é…
Escrever com as mesmas mãos, palavras diferentes, em papéis novos, as histórias de agora, é fácil. Desde que, a partir de agora, existam histórias novas, com papéis diferentes, escritos por outras mãos. Aí está o problema, a dificuldade é entender o processo, que é muito complicado. Mas tem algo a ver com mudar de roupa: o resultado sempre é diferente, mas o processo de construção é sempre o mesmo. Coisas simples, como mudar de roupa, produzem outras histórias, casos novos, que o mundo nunca viu. Fazer isso todos os dias torna o hoje igualzinho ao ontem, e voltamos à estaca zero. É o ponto ideal para desenhar com os mesmos dedos, sentimentos manjados, em palcos envelhecidos, os fatos, agora!

Menos ideologia, mais ecologia
A secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Maria Cecília Wey de Brito, disse hoje, dia 28, que o Código Florestal foi moldado visando a proteger não só o meio ambiente, mas a própria agricultura. Segundo ela, dispositivos da lei que protegem morros, encostas e margens de rios reduzem os perigos de assoreamento, erosões e mantêm a qualidade da água, por exemplo. Ações importantes à produção no campo. Por tudo isso, ela pediu que a lei seja realmente aplicada e espera “menos ideologia e mais técnica” para os debates no Congresso, onde uma parte ultrapassada da bancada ruralista move mundos e fundos para derrubar aquela legislação. “O código nunca foi implementado em sua totalidade, e precisa ser. O Brasil é um dos únicos países que ainda pode optar por um desenvolvimento sem abrir mão de suas florestas. O debate no Congresso precisa ser menos ideológico e mais técnico”, ressaltou. (Blog O Eco).
Comentário da Coluna: Deixa ver se entendi: o Código que existe nem foi totalmente implementado e radicais – tanto ambientalistas como ruralistas – querem modificá-lo para agradar as respectivas ideologia$$$. É, pode ser. Estamos no Brasil.

Nem palpitativo, nem participativo
Não se trata de atender pedidos, desta vez, pelo menos. Mas se não me engano era para ter orçamento participativo na administração Bruno e Vigo. Também não é por pura cobrança, não. O orçamento participativo, quando bem desenvolvido, dá reais oportunidades para a comunidade se manifestar – e de participar, principalmente – na definição de prioridades onde devem ser aplicados recursos da prefeitura. Ou melhor: dos impostos pagos pela comunidade. Foi, na campanha de 2008, uma bandeira que marcava o território petista – ocupado individualmente por alguns de seus integrantes, hoje afastados do PT e trabalhando na prefeitura.
Pois então! Ontem, na sessão itinerante do Vista Alegre, a Câmara de Xanxerê começou a analisar e votar o orçamento de 2010 – o primeiro da administração Bruno e Vigo… E até onde a gente lembra – me corrijam se estiver errado – não ouvimos falar em discutir com a comunidade o orçamento. Nem o participativo, nem o palpitativo. Pelo jeito, veio a faltar…

Justa homenagem
Em solenidade que aconteceu no Teatro Pedro Ivo Campos, instalado no Centro Administrativo do governo do estado, em Florianópolis, na última segunda-feira, dia 26, o capitão Walter Parizotto, comandante do Corpo de Bombeiros de Xanxerê, recebeu a Medalha de Mérito Funcional Alice Guilhon Gonzaga Petrelli (primeira funcionária pública estadual), concedida pelo governo do estado a servidores públicos que se destacam em suas atividades. No total, foram 55 personalidades homenageadas, entre as quais apenas três militares. Ao capitão Parizotto, nossos parabéns e votos de contínuo êxito na profissão. Além do brilhante trabalho de aglutinar e sensibilizar a comunidade para a criação da 3ª Companhia do 6º Batalhão do Corpo Bombeiros Militar de Xanxerê – uma urgente necessidade da população atendida em 2002 –, Parizotto também merece todos os aplausos pela criação e projeção do Centro de Formação para Desastres Naturais, onde homens e cães se aperfeiçoam – e servem de modelo – para operações de resgate em diversas situações de risco à vida humana. O centro é referência na sua atividade, e hoje projeta o nome de Xanxerê em todo o país e até na América Latina. Parabéns, capitão!

Romeu Scirea Filho

Edição do dia 29.10.2009

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